A Capivara não quer guerra com ninguém é uma história muito pura sobre o valor da amizade. Acompanhamos a simples e pacata vida de uma Capivara e sua relação com os outros habitantes e visitantes do parque.
A Capivara é descrita como uma criatura iluminada, do tipo que semeia amor por onde passa. Até que chega uma Onça brava no parque, que se espanta pela Capivara não fugir de medo. Assim nasce uma grande amizade entre dois seres tão distintos um do outro. Quando a onça é capturada e levada para o zoológico, a Capivara sente uma enorme tristeza preenchê-la. Então decide partir em busca de sua amiga, atravessando as ruas de uma Curitiba que definitivamente não se preparou para sua jornada.
Diego Gianni é autor de contos e crônicas publicados em livros e revistas, peças teatrais e roteiros de cinema.
Seu filme mais recente (‘Adam’), foi selecionado na mostra 2024 do Olhar de Cinema.
Atualmente é mestrando em Cinema e Artes do Vídeo pela Universidade Estadual do Paraná.
“Todas as manhãs, quando o joão-de-barro põe a perninha para fora de casa e espreguiça suas asas longamente, olha para a relva verde do parque das araucárias e enxerga sua amiga Capivara receber os primeiros raios de sol.
O joão-de-barro e a Capivara são amigos há muito tempo, mas esse não é o tipo de coisa que o joão-de-barro possa se gabar.
Todo mundo é amigo da Capivara.”
“Pela primeira vez em sua vida, a Capivara se sentiu sozinha de verdade.
Então assim era a solidão,
Do tamanho de um parque vazio.”
“Ali perto, observou a Capivara, também estava deitado um homem que era tã apaixonado pela leitura que dormia abraçado com os jornais.
A praça tinha muitos homens do tipo.”
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