Canções Submersas reúne poemas escritos entre o início da pandemia de COVID-19 e o falecimento da mãe do autor. Os textos expressam, com cinismo ou melancolia, as angústias vividas entre esses dois marcos temporais – duas tsunamis. O último poema do volume não se situa neste recorte temporal, mas funciona como um epílogo. Outra maneira de apresentar este livro poderia ser: Cidade inundada. Ruídos brotando do lodo – a música que resta.
Thomas Brenner nasceu em Curitiba (1982). Quando criança, antes de ter qualquer conhecimento musical, criava canções imaginárias. Anos mais tarde, descobriu que essas criações poderiam se transformar em poemas. Já publicou dois livros de poesia: Desaforos, aforismos & outros foras e Ressurreição. Em 2021, foi o primeiro colocado no 17°. Concurso Literário Mário Quintana, na categoria poesia. Tem poemas e contos publicados em antologias e revistas de literatura.
MENINOS DE LATA
são malabaristas
e paranormais
meninos de lata
lotando sinais
levitam calotas
e levam calotes
faróis de automóveis
são seus holofotes
desparafusando
a própria cabeça
até que anoiteça
sem arte ou artérias
meninos de lata
não lotam plateias
ELEGIA No. 3
a vida esboço
o tempo escasso
a conta pesa
a carne esgarça
o corpo é casca
a gente passa
f u m a ç a
mas te encontramos
e isso basta
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