O livro de poemas “INUSITADA SEMANA: Desconstrução & Construção” apresentado, sob o ponto de vista poético, faz uma crítica humorística ao que ocorreu durante e depois da Semana de Arte Moderna. Ao longo dos poemas, mesmo que o leitor não esteja inteirado do assunto, entenderá os motivos por que a semana de 1922 não foi bem aceita e provocou escândalos, autores e artistas foram vistos como desvairados e a participação do público no Teatro Municipal de São Paulo foi bem reduzida com o passar dos dias. Ficará claro também que, apesar destes imprevistos, a semana foi o pontapé que faltava para que a literatura brasileira e a arte deste período, de maneira geral, dessem uma guinada e florescessem de forma colossal, principalmente na segunda fase do modernismo, considerada um período de construção. Venha embarcar nesta viagem, deliciar-se com os poemas e aprender a respeito do movimento Modernista de forma leve, divertida e bastante humorística.
Ô LOCO
Cem anos se passaram
De um estilo literário que revolucionou
As expressões artísticas naquela era
A inusitada Semana de Arte Moderna
E os movimentos de Vanguarda foram o estopim
Para a criação de diversas obras brasileiras enfim
(...)
ECLOSÃO
O combate ao espírito parnasiano
Eclodiu na equivocada semana
Quando o Modernismo
Foi coroado
1922
OS SAPUDOS
Lá vêm os parnasianos uns sapos
Que são muito bons de papo
Pensam que os versos não evoluem
Nos privam de poesia
Lá vêm aqueles papudos
Para não dizer bem bocudos
Não veem que seus poemas para os modernistas
Se tornaram absurdos
Não veem que suas poesias são retrocesso
Ficarão esquecidas num canto
Já que não possuem encanto
SEM SENTIDO
Sem noção
Sem noção
E sem sentido...
Que foi isso meu amigo?
Pra que tanta confusão?
Você está desconfiado
Aflito
Abatido
Poema sem sentido...
Sem noção
Sem noção
E sem sentido...
Você vai ter paciência
Pra aceitar a tal mudança
Ou vai comigo daqui
Pra Baependi?
Poema sem sentido...
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