Versos Ancestrais é mais que um livro: é um elo vivo entre memória, corpo e espiritualidade. Nele, Pedro.Preto compartilha seu encontro transformador com a Tenda de Umbanda Pai João das Matas e Nanã Boroquê, localizada no bairro Pratinha, periferia de Belém (PA). O que começou como um pedido de amparo em um momento de fragilidade familiar tornou-se uma jornada de reconhecimento, fortalecimento e pertencimento enquanto homem preto da Amazônia.
A obra reúne 20 poemas inéditos, cada um acompanhado por uma pintura feita à mão pelo artista visual e carnavalesco João Alves — também preto e paraense — que, mesmo sem ter conhecido a Tenda, traduziu em cores e formas a potência dos versos, numa impressionante sintonia espiritual. Além dos inéditos, Versos Ancestrais inclui ainda 10 poemas já publicados nas redes sociais, firmando a voz de Pedro.Preto como uma celebração de sua identidade e caminhada.
Com uma escrita poética, sensível e descritiva, Pedro nos leva a experienciar os sons dos tambores, os giros dos corpos, os conselhos das entidades, e o afeto que emana de uma espiritualidade profundamente enraizada. Cada página é uma reverência à ancestralidade, uma dança entre a palavra e a fé, entre a dor e a cura.
Versos Ancestrais é um convite para quem lê: acolher-se, reconhecer-se, e seguir guiado pela luz dos que vieram antes.
Pedro Nazareno Barbosa Júnior, conhecido como Poeta Pedro.Preto, é paraense e reside em Belém. Desde 2020, dedica-se à escrita de poemas, desenvolvendo seu trabalho em duas linhas que denomina Versos Ancestrais e As Travessias.
Em Versos Ancestrais, Pedro.Preto expressa sua caminhada identitária como um homem preto e sensível, enraizado na Amazônia encantada, traçando seus passos ancestrais por meio da poesia. Já em As Travessias, revela seu olhar de menino da beira do rio, da floresta e da Vila de Jenipapo, localizada no município de Santa Cruz do Arari, no Arquipélago do Marajó.