Em Todas as Faces de um Cubo, cada poema é uma fresta que revela sentimentos intensos e, muitas vezes, contraditórios. O livro nos conduz por corredores sombrios da existência humana — solidão, memória, identidade, morte, esperança — sem abrir mão da beleza da linguagem, da ousadia criativa e de uma profunda reflexão sobre a liberdade de ser.
A obra é dividida em composições que exploram diferentes estados de espírito e experiências, como em “Cinderela”, “Mangue das Pérolas Negras” e “O velho”, onde o eu lírico confronta o tempo, a infância, a loucura e a ilusão de forma visceral e poética. Ao mesmo tempo, textos como “Liberdade”, “Você” e “Era Uma Vez” oferecem vislumbres de esperança, amor e desejo de reconstrução pessoal.
Todas as Faces de um Cubo é um livro que toca, provoca e transforma, convidando cada leitor a também se olhar no espelho e reconhecer suas múltiplas faces.
Pietro Vitório Peruzzo Ribeiro nasceu em 2006 e é estudante de Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Iniciou sua trajetória literária em 2023, inspirado pelas aulas de literatura no Ensino Médio e impulsionado pelo tempo livre para explorar novas paixões. Desde então, descobriu na poesia um espaço íntimo de expressão, onde as palavras se tornaram companheiras para acolher sentimentos, transformar lágrimas em arte e embalar momentos de coragem e leveza.
Apaixonado pela diversidade dos estilos literários que estudou, Pietro vê a poesia não apenas como uma ferramenta para narrar a dor, mas também como uma forma de celebrar os pequenos e grandes sorrisos do cotidiano. Em Todas as Faces de um Cubo, seu livro de estreia, convida leitores e leitoras a viajarem pelas múltiplas emoções e mundos que a escrita pode revelar — um convite para dançar, sonhar e voar junto com suas palavras.
O Velho
Naquele crepúsculo de quinta-feira,
O velho escorava-se no verde do jardim
Como soldado que do inimigo se esgueira
Ficando às sombras dos perfumados jasmins
Sob o julgo da luz do nascente luar,
O velho se despede de mais um dia
Sentido que talvez aquela seria
A noite de que não iria despertar
Já cansado, abandona a grama
Para sentar-se no balanço à frente do lar
E pela última vez, ele reclama
À imagem de sua neta querida,
Custosa de lhe abandonar,
Da pútrida cama em que dormia,
Da juventude das luas sangrias,
Silenciada pela sinfonia
Do estrondoso tintilar
Regido pelas infantarias
E aplaudido por um ou outro militar
Profere então, sua última bala perdida
Disparada pela sua branca voz ferida:
Oh paz! Somente agora que já estou louco
Sou invadido pelo seu grito rouco
Já cansado de tanto bradar
Mas mesmo que seja por pouco
Tempo, felicito-me em saber que a minha despedida
Será abençoada pelo teu som, oh paz!
Bem-vindo à loja oficial da Editora Toma Aí Um Poema (TAUP), um espaço dedicado à celebração da literatura em suas múltiplas formas e vozes. Desde 2020, publicamos e promovemos obras que desafiam o convencional, oferecendo um catálogo diverso que valoriza autores de minorias sociais, incluindo mulheres, pessoas LGBTQIA+, negras, indígenas, neurodivergentes e outras vozes historicamente marginalizadas. Aqui você encontra poesia, ficção, ensaios e publicações que transcendem os limites do tradicional.