Carta Pra Não Ser Lida é um livro feito de vestígios: cartas soltas no tempo, endereçadas a homens diversos — alguns deles amados, outros apenas atravessados pela memória da autora.
Não há mapa, nem cronologia. As cartas não seguem ordem, nem exigem caminho. São fragmentos de afetos e ruídos, escritos que ora lembram com nitidez, ora se desfazem no esquecimento.
As datas, antes marcadas com precisão, foram apagadas. Um gesto de cuidado: proteger identidades, preservar a autora.
Cada carta é um lugar de mistura. Um pedaço dela, um pedaço deles. Juntas, formam um território íntimo, onde se escreve aquilo que talvez nunca fosse para ser lido — mas que, ainda assim, pulsa e permanece.
Bárbara Conceição nasceu e cresceu nas periferias de Recife, em Pernambuco. Escreve desde que se entende por gente — e escrever, para ela, é um gesto de expansão: esvaziar-se para poder se preencher de novo, e de novo, e de novo.
É comunicóloga de formação, com atuação nas áreas de comunicação e política. Filha de Célia, neta de Odete, irmã de Roberta e Caio, sobrinha de Selma e Telma, prima de Vitória, Victor e Ravi, tia de Carlos, Juliano, Raul e Lara, carrega sua família como alicerce e território de existência.
Bárbara com orgulho, é trabalhadora, intensa, sonhadora, fala alto, se veste de cores e vive com paixão.
Carta Pra Não Ser Lidaparte do medo.
"Estou com medo de nunca esquecer você, mas tive medo de não esquecer o homem antes de você. Não esqueci. Nenhum dos homens que amei, esqueci. Sou hoje um aglomerado de lembranças úteis para escrever e inúteis para sentir."
Acabou
"Eu amo o fato de ter amado você, mas eu não amo mais você. Ter amado você talvez tenha me ensinado sobre amar outras pessoas e não amar mais você, desfez o mito de que amor que é amor não acaba. Acaba! O meu amor por você acabou, mas ter amado você, me fez maior e eu amo isso. Amo que a gente aconteceu e amo ter entendido que o lugar desse acontecimento, esse fenômeno, essa história, é no passado. O futuro é bonito, cheio de amor bonito, como foi esse e eu amo muito, muito mesmo, que esse amor teve o tempo dele e que o tempo dele, acabou."
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