Em Digitais, Jorge Abreu empreende uma travessia poética marcada pela multiplicidade de formas, tons e afetos. Versos curtos, contundentes, por vezes irônicos, costuram temas como identidade, linguagem, memória, política e pertencimento. Há aqui uma voz que se experimenta e se afirma ora com delicadeza, ora com fúria, sempre com coragem.
Na escrita de Jorge ecoa um gesto de resistência: resiste ao apagamento, ao silêncio forçado, às normas que domesticam os corpos e a linguagem. Seus poemas são digitais no sentido mais íntimo e simbólico. Marcas deixadas sobre o mundo, impressões que sobrevivem ao toque breve da leitura.
Publicado anteriormente no formato de e-book em Portugal, ganha agora novo corpo em edição impressa.
Em um tempo de hipervelocidade e saturação de imagens, Digitais convida à pausa, à fricção do pensamento e à presença da palavra. Um livro que pulsa com o sangue das ruas, das redes, das margens e da poesia.
Jorge Abreu é jornalista e poeta. Do signo de Escorpião, nasceu em São Luís e mora em Barra do Corda, no interior do Maranhão. É autor de danações (2018), feitiço (2021), e de Digitais (2022).