Candura, de Alice Puterman, reúne 70 poemas que se abrem como um mergulho íntimo e coletivo nas experiências do feminino. Entre a delicadeza e a dureza da palavra, a autora percorre temas como mulheridade, violência sexual, cura, saúde mental e amor, compondo uma escrita que é, ao mesmo tempo, denúncia e acolhimento.
Em sua linguagem sensível e potente, Alice constrói versos que desvelam dores históricas e pessoais, mas também iluminam caminhos de resistência, cuidado e afeto. Candura não se limita a falar de feridas; é um livro que acredita na palavra como gesto de cura e espaço de reencontro consigo e com o outro.
Longe de suavizar o peso dos temas que atravessa, o título se revela como provocação: é na candura, na ternura e na coragem de dizer o indizível, que a poesia encontra sua força transformadora.
Alice Puterman, nascida em 2002 no Rio de Janeiro. Teve sua vida marcada por uma longa batalha contra às enfermidades mentais, a sobrevivência às violências sexuais, e a vivência de uma pessoa com deficiência. É estudante de letras português-francês e respectivas literaturas, na UERJ, e de pedagogia, na UVA.