Não é de hoje que ontem já foi amanhã é uma coletânea de poemas que tem por mote uma certa sensibilidade crônica e irônica, com pitadas de humor ácido e reflexões embaçadas sobre assuntos do dia-a-dia, como a arte, poesia, paisagens urbanas, memórias, relações pessoais e origens familiares.
Claudio Boczon, artista plástico, poeta e polaco – não necessariamente nesta ordem, nascido em 1968, em Curitiba.
Sua poética vem da análise e síntese do cotidiano, das memórias e do que pode vir ser, sempre em busca de novos significados ao que aparenta estar já estabelecido.
Ainda sem livro publicado, tem participado de concursos e festivais literários, sendo por três vezes premiado. Autor da coluna de poesia e arte "Verso (Es)Trova" no Boletim Tak!, publicação bimestral da Casa de Cultura Polônia Brasil.
Ciclo, ou, Das consequências de se ler Carlos Drummond e Carl Sagan ao mesmo tempo
Oscilo cínico entre o ócio e o sarcasmo,
espelho um expressionismo abstrato obsoleto,
no que pintar, pinto; no que vier, vôo; no que troçar, traço
verso amétrico, avesso ao ritmo e sentido.
Átomo, tímido, conexo, complexo
gero e sinto um pulsar expulso,
presente num eterno átimo
passado entre galáxias
que dura,
mas tanto bate,
em doses homeropáticas,
que um dia futuro ainda sutura
o furo cheio, alheio, no fundo do peito.
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