Phobos & Deimos é uma peça de dramaturgia brasileira contemporânea escrita por Carol Pitzer, a segunda obra de uma trilogia sobre masculinidade que inclui também "Enquanto ela dormia" (2016) e "Concórdia" (2019). O texto encena o confronto entre UM — um homem cis branco heterossexual, historicamente reconhecido como sujeito universal — e OUTRO, personagem que representa qualquer identidade colocada à margem, dentro de um bunker que simboliza o isolamento diante do desconhecido. A peça atravessa temas como medo, violência estrutural, poder e construção da identidade masculina, propondo uma reflexão sobre como o medo do "outro" sustenta dinâmicas de controle social. Sobre o que é o livro Phobos & Deimos? É um texto teatral que investiga, por meio do diálogo entre dois personagens antagônicos, os mecanismos psicológicos e sociais que legitimam a violência contra corpos dissidentes. Quem busca dramaturgia nacional engajada com debates identitários contemporâneos encontra aqui um material denso, direto e apto tanto à leitura individual quanto à montagem cênica. Este livro é indicado para: leitores adultos e jovens adultos com interesse em teatro, dramaturgia e crítica social; estudantes e profissionais de artes cênicas em busca de material para montagem, leitura dramatizada ou estudo de dramaturgia brasileira contemporânea; e público interessado em discussões sobre masculinidade, racismo estrutural, violência de gênero e construção de identidade — não sendo recomendado, dado o conteúdo de violência explícita, para leitores infantis.
Carol Pitzer (Brasil, 1986) é dramaturga, dramaturgista e arte-educadora. Bacharel em cinema, é especialista em artes cênicas e em dramaturgia pela Universidad Nacional de las Artes (UNA), em Buenos Aires, e formou-se em dramaturgia pela SP Escola de Teatro, tendo integrado a 8ª turma do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council. Atuou como artista docente na SP Escola de Teatro e como arte-educadora na ONG ECOA – Teatro Social (RJ), além de ministrar oficinas e cursos de dramaturgia. É autora das peças "Enquanto ela dormia", "Nomes difíceis para Objetos Inúteis", "Concórdia" e "Marlene", e do livro "Deoclécio Damasceno de Freitas – um maestro negro na cidade imperial", consolidando-se como voz relevante da dramaturgia brasileira contemporânea voltada a questões identitárias.