A Idade da Dependência é um livro de ensaios de crítica social, escrito por Diego Lisboa, que defende que vivemos uma nova era histórica em que a dependência deixou de ser exceção para se tornar a condição estrutural da vida contemporânea. A obra se divide em duas partes. A primeira traça um percurso do feudalismo à modernidade até chegar ao presente, que o autor chama de "feudalismo cibernético". Nesse cenário, trabalhar, comunicar-se e participar da vida pública passaram a exigir acesso a sistemas e infraestruturas que poucos controlam, e o cidadão foi convertido em usuário. A segunda parte propõe uma ética para o futuro, repensando o valor do trabalho, a função da riqueza, o papel do Estado, o mito do mercado neutro, o sentido do comum e a igualdade. Em linguagem acessível e sem pretensão acadêmica, o ensaio oferece uma chave de leitura clara para entender o próprio tempo e convida o leitor a olhar o presente com menos naturalidade e mais senso crítico. Este livro é indicado para: leitores adultos e jovens adultos a partir de 16 anos que se interessam por ensaio brasileiro contemporâneo, filosofia política, sociologia, tecnologia e sociedade, desigualdade e debates sobre o futuro do trabalho e da democracia. Não exige conhecimento prévio especializado e é acessível tanto a estudantes e curiosos quanto a leitores já familiarizados com teoria social.
Diego Lisboa é escritor e ensaísta e atua profissionalmente na área de Supply Chain. Ele se dedica a observar as transformações sociais, políticas e tecnológicas que vêm reorganizando a experiência humana contemporânea. Sua escrita circula entre a crítica social, a filosofia e a literatura e investiga as relações entre poder, trabalho, desejo e linguagem, além dos modos pelos quais as sociedades dão sentido a si mesmas. Em A Idade da Dependência, Lisboa reúne sua experiência de leitor atento e de cidadão para propor uma reflexão sobre as novas formas de dependência que estruturam o século XXI e sobre os desafios éticos que surgem desse cenário. Sua perspectiva conecta o debate teórico à vida cotidiana.