Em Ainda Tem Fada, texto teatral infantojuvenil de Antonio Filipe, quatro fadas madrinhas conhecidas dos contos clássicos — Anabela Poças, Azuleia, Viviane du Verre e Grumessa — são convocadas pelo Congresso Nacional de Magia a fazer um curso de reciclagem, o "Manual de Sobrevivência das Fadas Madrinhas", ministrado pelo ex-mago Belinfante Bute. Sobre o que é o livro Ainda Tem Fada? É uma dramaturgia que reimagina personagens tradicionais dos contos de fadas em um contexto contemporâneo, misturando humor, crítica social leve e reflexão sobre burocracia, tradição e o valor do inesperado, num diálogo entre o imaginário clássico e o século XXI. A obra nasceu em sala de aula, a partir da escuta de alunos de uma escola brasileira, e foi encenada como peça de abertura de um sarau escolar antes de se tornar livro — um percurso que reforça seu potencial como ferramenta de mediação de leitura e teatro na educação. Ler essa peça é reencontrar personagens do imaginário infantil sob uma ótica irônica e afetiva, ideal para quem busca textos teatrais leves, engraçados e ao mesmo tempo reflexivos sobre identidade, tradição e mudança. Este livro é indicado para: leitores infantojuvenis e público em geral a partir dos 9-10 anos, professores e mediadores de leitura interessados em teatro escolar, famílias de contos de fadas revisitados com humor, e educadores que buscam material dramatúrgico para encenação em sala de aula ou saraus culturais; não é necessário conhecimento prévio de teatro, mas familiaridade com contos de fadas clássicos (Cinderela, Pinóquio, Bela Adormecida, entre outros) enriquece a leitura.
Antonio Filipe (Sapucaia do Sul, 1991) é professor de inglês e atua em escolas desde 2013. Acredita no poder transformador das histórias como ferramentas de aprendizagem e formação humana, desenvolvendo ao longo da carreira encenações cênicas em sala de aula como recurso para potencializar o engajamento dos alunos. Ainda Tem Fada nasceu justamente desse contexto pedagógico, criado como peça de abertura de um sarau cultural escolar. É também autor e coautor de outras peças teatrais e adaptações de clássicos infantojuvenis, como Peter Pan (coautoria, 2023), Dorothy em Oz (coautoria, 2024) e O homem que se lembrava das estrelas (coautoria, 2025), além de O que Lúcia viu (inédito), consolidando-se como uma voz dedicada ao teatro como ferramenta educativa e literária para crianças e jovens.