Rexistenciando, de Bruna Monte, é um livro de poesia brasileira contemporânea sobre existir como ato de resistência: são 47 poemas que atravessam feminismo, identidade lésbica, corpo, afeto, natureza e crítica social, escritos a partir das angústias e descobertas vividas durante o isolamento da pandemia. Sem seguir uma ordem linear, os poemas alternam indignação contra a violência patriarcal e o descaso político com momentos de acolhimento, como o mar que ensina resiliência, o amor entre mulheres, a reconciliação com o próprio corpo e a escrita como forma de cura. A obra abre com três poemas inéditos da bisavó da autora, dona Maria Nazareth, que foi impedida de escrever enquanto o marido viveu, num gesto de reparação que dá voz a gerações de mulheres silenciadas. O título une "existir" e "resistir" e resume a proposta: entender a vida como um exercício diário de se refazer. A leitura oferece identificação, conforto e força para quem busca na poesia um espaço de reflexão e pertencimento. Este livro é indicado para: leitoras e leitores jovens e adultos, a partir de 16 anos, que apreciam poesia contemporânea de linguagem acessível e versos livres; mulheres, pessoas LGBTQIA+ e interessados em literatura feminista e sapatão; quem se interessa por temas como autoconhecimento, saúde emocional, corpo, ancestralidade feminina e crítica social; não exige conhecimento prévio de teoria literária, sendo adequado tanto para iniciantes na poesia quanto para leitores habituais, clubes de leitura e rodas de conversa.
Bruna Monte é professora e psicanalista, formada em Letras e Pedagogia. Leitora desde a infância, encontrou na escrita um lugar de abrigo e de enfrentamento. Coordena o movimento de mulheres Promotoras Legais Populares de Praia Grande e é fundadora do coletivo teSER, com atuação voltada à coletividade, ao território e aos direitos das mulheres. Feminista, lésbica, antirracista e caiçara, leva para sua poesia as vivências da militância, da educação e da escuta clínica. Rexistenciando, seu primeiro livro de poemas, nasceu durante a pandemia como expressão de vivências e de luta, e homenageia sua bisavó, poeta que não chegou a publicar em vida.